
sem filmes e pipocas, conversas e amigas
agarrada no notebook lendo artigos quilométricos...
que delícia! hauhauhauhauhau...



O que você faz quando tudo dentro de você parece desmoronar?
Senta e sorri, finge que nada aconteceu?
Compus uma música, e não faz muito tempo, que diz mais ou menos assim “Senhor, só Você me conhece tão bem, as minhas marcas e cicatrizes como ninguém. Senhor, só Você me conhece tão bem, disfarço a dor fingindo ser outro alguém... Me ensinaram que deveria ser assim, um cristão tem que ser sempre feliz, mas o que eu faço quando tudo dentro de mim parece desmoronar? Eu preciso de Você para me ensinar a não ser tão mecânico, tão robô... Quero rasgar meu coração, mostrar tudo que sou, me entregar sem medos...”.
O que isso parece para você?
A gente vive de críticas à nós e principalmente aos outros, de que precisam ser “assim” e “assado”, recomendações para robôs e nunca, jamais para seres humanos: Sorria! Pule! Corra! Esteja sempre animado! Tire essa tromba! Você não pode se irritar! Não fique com raiva! Perdoe sempre, independente do buraco que ficou no seu coração! IGNORE O QUE VOCÊ É, O QUE VOCÊ SENTE, SEJA SÓ MAIS UMA CÓPIA RIDÍCULA DE PSEUDO-CRISTÃO.
Meu, eu sempre fui uma ovelha negra, desde pequena super crítica à tudo, minha mãe até dizia: “pô, você é toda do contra! tem que concordar pelo menos com alguma coisa, senão você tá mal...”. Nessas horas que eu não tinha nenhuma criatividade para dar a resposta que daria hoje: “me desculpe se o fato de que eu penso te incomoda, eu estaria mal se concordasse com tudo, aí sim, o lance estaria feio J” hahaha
As roupas eram estranhas, e o modo como eu prendia o cabelo, meus gostos eram bem peculiares, tanto para a música, quanto para pessoas, e cores, e modos, enfim, eu não era muito normal, principalmente por ser “doente”. Não era nada extremo, mas tinha um leve TOC, o que me transformava em um ET naquele mundo de tietes, patricinhas e pessoas imbecis. As condições me transformaram em uma criança anti-social, o que me destruía por dentro, me deixava aos cacos. Nunca tinha com quem desabafar nada, nunca... Daí que surgem os diários, as poesias, os amigos imaginários, e uma criança semi-maluca, que fui. Essa rotina esquisita, monótona e vazia me levou à uma depressão leve, meus pais até percebiam que eu não era feliz e que isso já era uma doença, mas sei lá porque nunca fui medicada muito menos fui à um médico, talvez isso tivesse me ajudado. Pelo menos teria me impedido de pensar em suicídio algumas vezes.
O que me prendeu aqui não era só o medo do inferno (rs), mas o fato de ouvir, algumas vezes perdidas que um tal de JESUS me amava... Por que ou como, eu não sabia, mas minha carência era tamanha, que eu preferia acreditar, mesmo sem buscá-lo (ainda). Um dia, em especial, ouvi uma coisa que me remexeu. O pastor chamou minha mãe comigo, e eu não entendi a princípio: “por que dentro de uma igreja tão imensa, ele chamou justo a gente?”. E o cara loiro e alto falou para minha mãe: “Senhora, está vendo essa garotinha aí que você está abraçando? Diga à ela todos os dias o quanto ela é especial, o quanto você a ama... Diga sempre, sempre, sempre. Nunca deixe ela sem saber disso... Que ela é ESPECIAL”. Aquilo me desmontou... “Eu? ESPECIAL?”, cara, eu era Especial, e eu podia sentir um amor enorme me envolver, como se o próprio Espírito Santo me abraçasse através da minha mãe. Eu senti o amor, conheci o amor, e ele me salvou.
Hoje, meu post agradece ao próprio Amor, à Jesus Cristo, ao Senhor dos senhores e Pai da eternidade, Príncipe da paz. Obrigada por esse incompreensível amor que me resgata de mim mesma, sempre, todos os dias. Obrigada por surgir com sua grandiosa paz em meio ao mar revolto da minha vida... Eu era uma jovem prestes a sucumbir nas mentiras que satanás me fazia acreditar, obrigada por reverter o jogo, obrigada por mudar minha sorte, obrigada por me livrar de todas essas doenças quando estavam ainda em um grau baixo, obrigada por aparecer para mim da maneira mais doce que existe... Um Pai, um amigo.
Eu era “aparentemente normal”, “aparentemente feliz”, totalmente atriz.
Acho que depois de ler essa história, você começa a entender o porquê deu ser tão amiga das curas e do tempo de Deus. Não dá pra fingir sorriso, quando o que eu quero é chorar; você pode até não me conhecer... Mas Aquele que segura minhas lágrimas, me conhece muito bem.
"Você nunca saiu daí
Mesmo assim nunca quis me ouvir
Odeia festa, muita alegria
Nada disso tá de acordo com tua liturgia
Se alguém erra, é o primeiro a julgar
É sempre o outro que precisa melhorar
Quando faz algo, espera ser premiado
Ciúme e inveja convivem lado a lado
A volta dos que não foram
A revolta dos que não foram
Pior que tá perdido longe de casa
É tá perdido dentro da própria casa
Você tá mal, mas continua a sorrir
É um perito na arte de fingir
Se você peca, merece perdão
Mas se é o outro, já pensa na condenação
Alguém se alegra você não quer festejar
Se o sucesso não é seu...
Neném já quer chorar
Cara de santo, mas coração malvado
'Cê tá doente precisa ser curado!
A volta dos que não foram
A revolta dos que não foram
Pior que tá perdido longe de casa
É tá perdido dentro da própria casa
Transformando a vida num funeral...
Legalista, louco pelo ritual..."
Gosto de música pensada, gosto de música boa.
"todo mundo nasce morto dentro de aquário
onde tudo é mentira, nada é real
escamas nos olhos, na mente, por todos os lados
afogados numa vida artificial
não dá pra viver, não dá pra viver manipulado
não dá pra suportar a escuridão
não se conforme, chute o balde, quebre o aquário
acabe com os pontos de interrogação!
quem é você? o que você é?
tá aqui por que? já sabe a verdade ou não tá afim de saber?
“existir não é viver,
não há razão no mundo sem sentido...
não estamos aqui por acaso
Deus não é jogador de dados.""
/Fruto Sagrado - Primo do macaco