horas à fio,

não quero dimensionar,
não devo.

primeiro passo,

- exclua-se da vida dele,
sim, tome aquele chá de sumiço!
ele nunca vai saber o que realmente houve
e você fica poupada de explicar seus "mind games"
o que por si só, já seria uma tortura egípcia.
tá, beleza, a situação não é muito confortável
mas pensa comigo: poderia ser bem pior!
as coisas são como são, então, não estressa guria,
na lixeira mais próxima já sabe:
- joga essa porcaria que só te fez sofrer.

tchau,
game over!

danger!

eu sempre achei que esse lance era simples,
sabe? cotidiano, "todo mundo desinrola"
meio lúdico, eterno, intransponível,
coisa de filminho "in love" (total).
só via o lado bom: as vantagens,
as conquistas, as alegrias.

hoje eu sei que não é bem assim, é meio complexo,
sempre ando por aí, lendo outdoors com a seguinte mensagem:
"muita procura e pouca oferta" - até que ponto chegamos, ein?
"ê lasqueira lascada"; uma grande navalhada! isso sim!
sangue p'ra todo lado, quem não se machuca?
corações partidos, sonhos desmanchados
pedaços, migalhas / minhas, suas.
não rola mais de juntar os restos...
o lance é ser reconstituído, por inteiro, ou nada feito.
existe o lado ruim, esse é o lado ruim:
- você dá o primeiro passo dentro de uma cova,
e bem... a gente sabe onde tudo isso termina
se o outro pé estiver em uma casca de banana né?
relacionamento é paulada,
não é brincadeirinha de adolescente
a gente apanha um pouco
nem sempre ganha, cede...
nem sempre satisfeito, se doa...
como eu disse: "a gente apanha", e eu...
bem, eu ainda não estou pronta para apanhar.

eu desejo,















uma mala pequena e meu velho violão;
não quero muito além disso...
vou botar o pé na estrada,
e trilhar o caminho que Você quiser.

esperar... esperança...

essas duas palavras nunca tiveram tanta ligação, como hoje.

sorrir,

não é nenhum pouco difícil com você aqui;
mesmo que apenas no meu pensamento.

o monólogo do "ser ou não ser"


(Ainda falando sobre Virgin Black...)

Eu admiro muito essa banda! Minha adolescência foi absolutamente marcada pela voz limpa e ressuscitadora de Rowan London, pela bateria devagar e expressiva de Mathew Enright, caracterizando um dos estilos que eu mais me identifico no meio do metal (o doom metal), a melancólica e bem trabalhada melodia do piano, também expressada por Rowan, os solos e arranjos absolutamente profundos de Samantha Escarbe, enfim, não dá pra falar de todos que compõem os álbuns, mas preciso citar com uma certa preocupação a Orquestra Sinfônica da cidade de Adelaide, conduzida por Bruce Stewart, orquestra essa, que foi responsável na construção de um dos álbuns que eu estou ouvindo neste exato momento, e um dos que eu mais curto: Requiem Mezzo Forte! Toda essa repentina vontade de escutar músicas de bandas que fizeram parte da minha formação como pessoa, não veio do nada. Olhe, não sou muito de me influenciar, sou do tipo turrona, resistente aos meus ideais, mas admito que ultimamente tenho me deixado influenciar pelo retorno do "metal" na minha vida, graças ao um amigo "extremo" que surgiu aí (rs). Eu imagino que o fato de não querer impor resistência tenha sido proposital; é como se eu estivesse esperando há muito tempo que alguém fizesse isso por mim: me influenciasse de forma frutífera. Óbvio que a Wanessa de 2004 não é a de 2010, muitas coisas mudaram, desde vestimenta até perspectivas para o futuro. Mas ouvir algo que você realmente gosta, é fundamental, a diferença é que hoje não me sinto mais aprisionada por um estilo X. Eu sou o que sou, da maneira que sou, uso o que gosto, mas o que vai me caracterizar, o que vai ser minha identidade é quem eu sou por dentro e a forma como eu demonstro isso para as pessoas ao meu redor. Sou livre p'ra escolher, viver... Ser! Em meu cotidiano agitado, necessito de algo calmo, que me eleve o espírito, portanto, faço dos estilos mais "lights" minha maneira preferida de música... O que nunca tirará o espaço que o metal cravou na minha história, forma de ver o mundo e expressar o que sinto.

VIDA LONGA AO METAL!

...velvet tongue

"Milhares de lágrimas, milhares de olhos. Meus amigos e eu, nós choramos. Religião tem nos violentado. Eternamente ensaiamos a canção que esvazia nossas gargantas a sangrar... Nós revelamos nossas almas em transparência, mas nossas línguas de veludo nunca agradarão seus ouvidos [...]" - Velvet Tongue, por Virgin Black.