Eu experimentei dos sonhos, das ilusões de criança, dos mundos imaginários e de um universo paralelo que criava todas as tardes em que ia para o quintal brincar "na floresta". Eu experimentei espinhos no pé, ralar o joelho, cair de patins e apostar corridas de bicicleta, na minha pele estão as marcas que esse tempo deixou. E eu viveria tudo novamente. Eu experimentei a primeira nota vermelha na escola, perder algo/alguém, experimentei da solidão como a melhor das amigas. Busquei novos sonhos, novas ilusões, criei meu outro universo paralelo... A música. E nela eu mergulhei cada vez mais fundo, me inundei, transbordei. E as aulas de piano eram os dias mais felizes da semana, e as tardes tocando eram minhas horas de paz. Descobri que também poderia escrever, transbordar em palavras no papel o que eu não era capaz de falar. Experimentei a pré-adolescência, adolescência e todos os dilemas da 'terrível' idade. Experimentei uma devastadora mudança de cidade, clima, pessoas, mudança de mundo. Tive de entender, me conformar, amadurecer. Então fiz "amigos", mais do que achei que seria capaz de ter durante toda uma vida, mas logo experimentei das primeiras decepções, tive de aprender que nem todos são o que são, que há mais mentira e maldade no mundo do que eu havia conhecido até então. E aconteceu comigo o que acontece com a maioria dos animais selvagens que são educados na vida urbana, me tornei civilizada (haha). Eu experimentei da grande transição para a fase adulta, e diferente de tantas pessoas, não soube lidar muito bem com isso. Voltei atrás, me fechei novamente, achei que era a melhor coisa a se fazer. Fiz meus planos, criei minhas rotas e comecei a caminhar como bem entendia... Estava determinada. Construí muros ao meu redor e fui me contorcendo dentro desse quadrado; me sufoquei dentro dele mau cabiam meus pensamentos e respiração. Me tornei rude, radical e linha dura. Diziam: "que personalidade forte você tem". E eu pensava: "queria ter sido sempre assim". É que eu estava cansada de não ter uma opinião que fosse realmente minha, estava cansada de tentar agradar a todos e viver sempre infeliz. Estava cansada de viver dentro de uma carcaça de uma pessoa que eu não era. Queria que me vissem como sou, que me julgassem e me deixassem de lado (tudo bem), mas se alguém tivesse de permanecer, que fosse por amor verdadeiro. E cá estou eu, ainda aprendendo a viver, ainda aprendendo a lidar com as pessoas. De tudo que passou, de todas as dificuldades e decepções que temos que enfrentar na vida, encontrei amigos. Diferentes dos padrões que eu estava acostumada a encontrar. Amigos raros, únicos, capazes de quebrar todos os muros ao meu redor para encontrar meu coração e conquistá-lo para sempre. Queria que soubessem que não apenas hoje, mas durante todo o tempo desde que entraram na minha vida, eu nunca mais serei a mesma. Vocês me deram algo que até então eu não conhecia. O amor que sinto por vocês é uma das melhores coisas que achei que fosse capaz de sentir por alguém que não é sangue do meu sangue, mas é como se fosse Posso contá-los nos dedos de apenas uma mão e ainda sim a importância que têm para mim está para além do infinito. Amo vocês, obrigada por existirem e por permanecerem na minha vida mesmo diante das tempestades. Com vocês... Eu experimentei a felicidade!
Provérbios 17:17
Vida.
A gente tenta ser simples, mas continua complexo.
Nessas idas e vindas e tentativas frustradas de descomplicar a vida, ela cada vez mais se enrosca, se embola, se estapeia com seus conceitos que mudam dia a dia.
E o fácil fica tão difícil de ser correspondido, as pequenas coisas vão se perdendo com o corre corre, e a gente vai esquecendo a graça das pequenas coisas; e passamos a não ser recíprocos no sorriso, no "muito obrigada", no abraço e em demonstrar o que sentimos por todas as pessoas que amamos.
E a vida passa, fria, cautelosa, cheia de dedos e economia com ações que deveriam ser dadas em abundância. E a vida se torna medíocre, mesquinha... Sem valor.
Não sei porque continuamos complicando todo o universo que nos cerca, quando tudo deveria ser simples, quando ser simples bastaria para tudo.
Sendo bobagem ou não, expressar o que se sente seja da maneira que for, continuará sendo algo de valor, porque se fosse uma besteira não haveria porque existir carinho... Manterei minhas palavras, meus textos bobos, minhas idiotices de criança, porque é com as crianças que tenho apreendido o valor de um sorriso e de um atitude de gratidão. Mesmo que o mundo se torne frio e impermeável aos sentimentos bons, a gente precisa manter esse nosso lado de criança, pois, ao menos a criança sabe corresponder quando alguém a trata com amor.
Só acho.
Nessas idas e vindas e tentativas frustradas de descomplicar a vida, ela cada vez mais se enrosca, se embola, se estapeia com seus conceitos que mudam dia a dia.
E o fácil fica tão difícil de ser correspondido, as pequenas coisas vão se perdendo com o corre corre, e a gente vai esquecendo a graça das pequenas coisas; e passamos a não ser recíprocos no sorriso, no "muito obrigada", no abraço e em demonstrar o que sentimos por todas as pessoas que amamos.
E a vida passa, fria, cautelosa, cheia de dedos e economia com ações que deveriam ser dadas em abundância. E a vida se torna medíocre, mesquinha... Sem valor.
Não sei porque continuamos complicando todo o universo que nos cerca, quando tudo deveria ser simples, quando ser simples bastaria para tudo.
Sendo bobagem ou não, expressar o que se sente seja da maneira que for, continuará sendo algo de valor, porque se fosse uma besteira não haveria porque existir carinho... Manterei minhas palavras, meus textos bobos, minhas idiotices de criança, porque é com as crianças que tenho apreendido o valor de um sorriso e de um atitude de gratidão. Mesmo que o mundo se torne frio e impermeável aos sentimentos bons, a gente precisa manter esse nosso lado de criança, pois, ao menos a criança sabe corresponder quando alguém a trata com amor.
Só acho.
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Lancemos aglutinante asfáltico sobre estes buracos, plantemos flores à beira da estrada, sentemos a cada por do sol abaixo da árvore da Vida e esperemos por outro raiar do dia. Porque o amor é assim, uma caminhada longa e complicada, caminhada essa que poucos estão dispostos a fazer. Dói o pé, cria bolhas e em certos momentos você se sente tão cansado, mas Deus é tão bom que deposita forças e graça a cada dia. Que saibamos usar as dificuldades a nosso favor, que isso nos faça crescer, que faça de nós um ser humano melhor... Porque somos parte um do outro, somos um só.
Bom dia!
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Nosso tempo aqui é tão curto, mas mesmo assim insistimos em viver como se nossa passagem aqui na terra fosse longa, mas não é. Eu não sei nada sobre o tempo e sobre as rotas da vida, a única coisa que eu sei é que não temos todo o tempo do mundo, nem todas as oportunidades para acertar, mas há escolhas na vida que são únicas e a pergunta que te faço é: Direita ou Esquerda? Você precisa escolher para onde está indo. A vida é preenchida por escolhas e agora é a sua vez de tentar acertar.
Bom dia!
Vazio
Existe uma parte de mim que
tenta compensar os estragos das "ausências"; e quando digo ausências
não falo somente de pessoas, mas de momentos, coisas e sentimentos. Abstratos.
Intocáveis. Eu defino como ausências por não saber exatamente o que ou quem
são, sei somente que faz falta. Essa minha parte pode ser nomeada
basicamente de estressada, ansiosa e possui níveis de sanidade mental
totalmente alterado. É controladora, tem um senso de justiça apurado e explode
frente às desigualdades e impunidades do mundo. Essa parte se diz forte, mas
não é. É impulsiva, agressiva... Ela é sangue.
Já a outra metade tenta o diálogo. Consegue lidar com desafios e experimenta da tolerância e complacência. Teoricamente ela tenta compensar a outra parte que é totalmente descompensada. Aí vão horas com autoterapias musicais, e outras válvulas de escape que surgem no meio do caminho. Ferramentas úteis na hora de tentar não enlouquecer. É conflitante tentar entendê-las. É angustiante viver entre essas duas pessoas que no final das contas sempre serão eu. É difícil dominá-las, digeri-las e transformá-las em algo menos "agressivo" para o lado externo. É difícil ter uma linha de personalidade tão definida e tentar confrontá-la e maquiar certos sentimentos. Como lidar?
E cá estou eu me afundando cada vez mais em cavernas dentro de mim, acreditando que a melhor solução para todas as "outras coisas" é guardar em algum buraco dentro do coração e lançar ao esquecimento os problemas que considero insolucionáveis. Dizem: "Deixa, o tempo cura tudo". Pf! Conversa fiada. O tempo não cura nada. Não adianta esperar pelo tempo, porque ele não resolve nossos problemas como todos dizem. O tempo não aplaca saudades, não repara mal entendidos. O tempo não pede perdão por você, o tempo não arranca a mágoa do peito. O tempo só mascara... O tempo ameniza em doses homeopáticas aquela dor que antes era tão insuportável, mas isso não é cura, é costume. A gente passa a conviver com esses conflitos, com essas dores, com esses sentimentos trancados dentro de nós e uma hora ou outra nosso lado mais insano prevalece. Então, eis aí a grande questão que ainda não obtive resposta, como lidar? Ao final somos apenas isto... Uma água fina que escorre dentro de uma gruta vazia. Somos VAZIOS. E a nossa vida é correr incansavelmente tentando preencher nossas ausências...
Já a outra metade tenta o diálogo. Consegue lidar com desafios e experimenta da tolerância e complacência. Teoricamente ela tenta compensar a outra parte que é totalmente descompensada. Aí vão horas com autoterapias musicais, e outras válvulas de escape que surgem no meio do caminho. Ferramentas úteis na hora de tentar não enlouquecer. É conflitante tentar entendê-las. É angustiante viver entre essas duas pessoas que no final das contas sempre serão eu. É difícil dominá-las, digeri-las e transformá-las em algo menos "agressivo" para o lado externo. É difícil ter uma linha de personalidade tão definida e tentar confrontá-la e maquiar certos sentimentos. Como lidar?
E cá estou eu me afundando cada vez mais em cavernas dentro de mim, acreditando que a melhor solução para todas as "outras coisas" é guardar em algum buraco dentro do coração e lançar ao esquecimento os problemas que considero insolucionáveis. Dizem: "Deixa, o tempo cura tudo". Pf! Conversa fiada. O tempo não cura nada. Não adianta esperar pelo tempo, porque ele não resolve nossos problemas como todos dizem. O tempo não aplaca saudades, não repara mal entendidos. O tempo não pede perdão por você, o tempo não arranca a mágoa do peito. O tempo só mascara... O tempo ameniza em doses homeopáticas aquela dor que antes era tão insuportável, mas isso não é cura, é costume. A gente passa a conviver com esses conflitos, com essas dores, com esses sentimentos trancados dentro de nós e uma hora ou outra nosso lado mais insano prevalece. Então, eis aí a grande questão que ainda não obtive resposta, como lidar? Ao final somos apenas isto... Uma água fina que escorre dentro de uma gruta vazia. Somos VAZIOS. E a nossa vida é correr incansavelmente tentando preencher nossas ausências...
Pedaços.
Eis nós aqui outra vez, mesclando nossa liberdade de ação
com a indiferença, erguendo nosso orgulho, razão e juízo contra a parte mais
frágil de nós. O que há depois disso? Acaso não há uma reação para toda ação?
Passam-se então os momentos, os dias e mais dia menos dia, estaremos vazios de
novo, procurando o nosso porto seguro nos olhos de quem nos acolhe, sem no
entanto, encontra-los. Esse é o ciclo da vida, apesar de dizerem que não há
início e nem fim, todo grande laço, toda forte amizade, todo amor inquebrável e
juras de lealdade eterna entre amigos, irmãos, amantes... Tudo isso pode um dia
se romper. Pode se quebrar.
Quem reconstrói o que você demoliu com suas palavras?
Quem junta os cacos e cola pedacinho por pedacinho quando você vira as costas?
Quem arma uma rede entre nossas distâncias e tenta fazer disso no mínimo algo
bom?
Quem preenche as lacunas do silêncio com uma tentativa ou outra de se
reconectar e depositar amor e cuidado onde em algum momento faltou?Cá estamos nós. Somos uma sociedade entupida de gente egoísta, arrogante e ingrata. Pessoas cheias de razão e de orgulho! Pessoas cheias de coragem quando se trata de lançar doses de indiferença no outro, mas que não possuem a mesma na hora de olhar nos olhos e dizer: “vamos conversar, vamos resolver nossas diferenças, vamos deixar o amor reinar sobre essa pequena farpa no dedo”.Acho que não dá pra falar muito sobre uma situação quando você não está vendo “do lado de fora”, é triste... É doloroso... Mas tudo que nasce, um dia morre.
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"[...] All the folly of the past
Though I know it is undone
I still feel the guilty one
Still trying to make it right
So I whisper soft your name
And let it roll around my tongue
Knowing you're the only one who knows me
You know me..."
"A culpa é do diabo"
Sei que o diabo sempre foi visto como o vilão universal das coisas ruins que acontecem. Mas venhamos e convenhamos, muitos usam isso por conveniência, ou não? Afinal, soa muito mais bonito dizer que a culpa é de outra pessoa, seja esta um ser de carne e osso ou qualquer figura mitológica/espiritual... Tanto faz, desde que a culpa não seja sua, certo? Vejo isso se repetindo em ciclo doentio desde que me entendo por gente, até porque é mais fácil falar que a culpa é de outro do que admitir que és uma pessoa egoísta, grossa e hipócrita; é mais fácil acusar o diabo, já que ele é mesmo alguém ruim e claro, esse papinho fiado cola com tudo. Mas o que acha de experimentar, pelo menos uma vez na vida, assumir a responsabilidade pelos seus erros, e as consequências dos mesmos? Ou será que vai continuar nessa, postergando sempre uma mudança de atitude e encobrindo suas melecas com desculpas esfarrapadas?
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